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Glossário

• Auto-realização. Paramahansa Yogananda definiu Auto­-realização da seguinte maneira: "Auto-realização é o conhecimento - percebido mediante o corpo, a mente e a alma - de que somos um com a onipresença de Deus, de que não temos que orar para que ela venha a nós, mas de que a onipresença de Deus é nossa pró­pria onipresença, de que somos parte Dele agora, tal qual haveremos sempre de ser. Só o que precisa­mos é aperfeiçoar nosso conhecimento."

• Avatar. Encarnação divina; do sânscrito avatara, cujos radicais são ava, "para baixo", e tri, "passar". Aquele que, após alcançar a união com o Espírito, retoma à terra para ajudar a humanidade é chamado" avatar".

• Bhagavad Gita. "Cântico do Senhor". Antiga escritura indiana que consiste de dezoito capítulos da epopéia Mahabharata, apresentada sob a forma de um diá­logo entre o Senhor Krishna, um avatar, e seu dis­cípulo Arjuna, na véspera da histórica batalha de Kurukshetra, cerca de 3000 A.c., o Gita é um pro­fundo tratado da ciência da ioga (união com Deus) e uma intemporal receita de felicidade e êxito na vida cotidiana. Mahatma Gandhi escreveu a respeito dessa escritura universal: "Aqueles que meditarem no Gita, dele derivarão uma alegria renovada e novos significados a cada dia. Não há uma única compli­cação espiritual que o Gita não possa deslindar."

• Bhagavan Krishna. Avatar que viveu na Índia três milê­nios antes da era cristã. Um dos significados atribuí­dos à palavra Krishna nas escrituras hindus é "Espírito Onisciente". Assim, Krishna, como Cristo, é um título que significa a magnitude espiritual do avatar, sua unidade com Deus. (Ver Consciência Crís­tica.) O título Bhagavan significa "Senhor".

• Carma. Efeito de ações passadas, desta vida ou de vidas anteriores. Do sânscrito kri, fazer. A lei do carma, que promove o equilíbrio, é a lei da ação e reação, causa e efeito, semeadura e colheita. Segundo uma justiça natural, cada ser humano, por meio de seus pensamentos e ações, torna-se artífice de seu pró­prio destino. Quaisquer que sejam as energias que ele próprio, sensata ou insensatamente, coloque em movimento, elas devem voltar para ele, que as origi­nou, como um círculo que, inexoravelmente, se fecha sobre si. O entendimento do carma como lei da justiça serve para libertar a mente humana do ressentimento contra Deus e contra o homem. O carma de uma pessoa segue-a, encarnação após encamação, até que se cumpra ou seja transcendido espiritualmente. (Ver reencarnação).

• Centro crístico. Centro corporal da concentração e da vontade, situado entre as sobrancelhas. Sede da Consciência Crística e do olho espiritual.

• Consciência Cósmica. O Absoluto, o Espírito além da criação. Significa também o estado de samadhi, oriundo da meditação, estado de união com Deus, tanto dentro da criação vibratória quanto transcen­dente a ela.

• Consciência Cristica. "Cristo" ou "Consciência Cristica" é a consciência projetada de Deus, imanente em toda a criação. Nas escrituras cristãs, é chamada de "o filho unigênito", o único reflexo puro de Deus Pai na criação. Nas escrituras hindus, chama-se Kutastha Chaitanya, a inteligência cósmica do Espírito, pre­sente em toda parte, na criação. É a consciência uni­versal, a unidade com Deus, manifestada por Jesus, Krishna e outros avatares. Os grandes santos e iogues a conhecem pelo estado de samadhi, em que suas consciências individuais passam a identificar-se com a inteligência presente em cada partícula da criação; sentem todo o universo como seus próprios corpos.

• Egoísmo. O princípio do ego, Ahamkara, em sânscrito (literalmente, "eu faço"), é a causa básica do dualis­mo ou aparente separação entre o homem e seu Criador. O egoísmo leva os seres humanos a subme­terem-se ao jugo de maya que faz a alma se sentir ilusoriamente identificada com as limitações da consciência do corpo, esquecendo-se da sua unidade com Deus, o Único Autor (ver Self).

• Guru. Mestre espiritual. Embora a palavra guru seja mui­tas vezes usada incorretamente para designar um simples professor ou instrutor, um verdadeiro guru, divinamente iluminado, é aquele que, ao alcançar o autodomínio, realizou a sua identidade com o Espí­rito onipresente. Tal indivíduo está singularmente qualificado para guiar os que buscam a verdade em sua jornada para a realização divina interior.

• Ioga. Do sânscrito Yuj, "união". Ioga significa união da alma individual com o Espírito e, também, o con­junto de métodos pelos quais se alcança esse objeti­vo. Existem vários tipos de métodos de Ioga. O que a Self-Realization Fellowship ensina é Raja Yoga, a ioga "real" ou "completa" que Bhagavan Krishna expõe no Bhagavad Gita. O sábio Patânjali, máximo expoente da Ioga na anti­güidade, resumiu em oito passos bem definidos o caminho através do qual o Raja iogue alcança o samadhi, ou união com Deus. São eles: 1. yama: conduta moral; 2. niyama: obrigações religiosas; 3. asanas: postura correta a fim de extinguir a inquie­tude do corpo; 4. pranayama: controle do prana, as sutis correntes vitais; 5. pratyahara: interiorização; 6. dharana: concentração; 7. dhyana: meditação; e 8. samadhi: experiência superconsciente.

• Iogue. Indivíduo que pratica ioga. Ele ou ela pode ser casado(a) ou solteiro(a), pessoa de responsabilidades mundanas ou que tenha feito votos religiosos for­mais.

• Krishna. Ver Bhagavan Krishna.

• Kriya Yoga. Sagrada ciência espiritual que se originou na Índia, há milênios. Inclui determinadas técnicas de meditação cuja prática devotada leva à expe­riência pessoal e direta de Deus. Kriya Yoga, uma forma de Raja Yoga (ioga "real" ou "completa") é exaltada por Krishna * no Bhagavad Gita , e por Pa­tanjali, nos Yoga Sutras. A Kriya Yoga foi recupera­da, nesta era, por Mahavatar Babaji, que escolheu Paramahansa Yogananda para tornar disponível para o mundo essa ciência sagrada, e para estabelecer uma sociedade que garantisse sua preservação, na pureza da forma original, para gerações futuras. Kriya Yoga é explicada no capítulo 26 do livro Autobiografia de um Jogue e ensinada aos estudan­tes da Self-Realization Fellowship que preenchem determinados requisitos espirituais.

• Lahiri Mahasaya. Lahiri era o nome de família de Shyama Charan Lahiri (1828-1895). Mahasaya, um título religioso sânscrito, significa "mente ampla". Lahiri Mahasaya foi discípulo de Mahavatar Babaji e guru de Swami Sri Yukteswar (guru de Para­mahansa Yogananda). Foi a Lahiri Mahasaya que Mahavatar Babaji revelou a antiga, quase perdida, ciência da Kriya Yoga. Figura fundamental no renas­cimento da Ioga na Índia moderna, instruiu e aben­çoou incontáveis buscadores que vieram a ele, inde­pendentemente de casta ou de credo. Foi um mestre crístico dotado de poderes miraculosos, mas tam­bém um homem de família com responsabilidades de negócios, que demonstrou ao mundo moderno como alcançar uma vida equilibrada, combinando meditação com o desempenho correto dos deveres externos. A vida de Lahiri Mahasaya está descrita no livro Autobiografia de um Jogue.

• Lições da Self-Realization Fellowship. Os ensinamen­tos de Paramahansa Yogananda, compilados numa série abrangente de lições para estudo em casa, dis­poníveis a pessoas que buscam sinceramente a ver­dade em qualquer parte do mundo. Essas lições con­têm as técnicas de meditação iogue ensinadas por Paramahansa Yogananda, inclusive, para os que preenchem certos requisitos, a técnica de Kriya Yoga. Podem ser solicitadas informações sobre essas lições à Sede Internacional da Self-Realization Fel­lowship em Los Angeles.

• Mãe Divina. O aspecto de Deus ativo na criação, shak­ti, ou poder do Criador Transcendente. Outros ter­mos para este aspecto da divindade são Natureza ou Prakriti, Om, Espírito Santo, Vibração da Intel­igência Cósmica. Também o aspecto pessoal de Deus como Mãe, corporificando o amor e as qualidades compassivas do Senhor. As escrituras hindus ensi­nam que Deus é tanto imanente quanto transcen­dente, tanto pessoal quanto impessoal. Ele pode ser buscado como o Absoluto, como uma de suas quali­dades eternas manifestadas, quais sejam, amor, sabedoria, bem-aventurança, luz; ou concebido como Pai Celestial, Mãe, Amigo.

• Mahavatar Babaji. Imortal mahavatar (grande avatar) que, em 1861, transmitiu a Kriya Yoga a Lahiri Maha­saya, restaurando assim para o mundo a ciência que esteve perdida durante séculos. Informações adicionais sobre sua vida e missão espiritual encontram-se no livro Autobiografia de um Yogue.

• Maya. Poder ilusório intrínseco à estrutura da criação, por meio do qual o Uno aparece como muitos. Maya é o princípio da relatividade, da inversão, do contraste, da dualidade, dos pares de opostos; o Satã (literalmente, "O adversário", em hebraico) dos profetas do Velho Testamento. E o "diabo" a quem Cristo descreveu de maneira pitoresca como "assassino" e "mentiroso", porque "não há verdade nele". (João 8:44.)Paramahansa Yogananda escreveu: "A palavra sâns­crita maya significa 'O que mede'. Trata-se do poder mágico na criação por meio do qual surge uma apa­rência de limitação e divisão no Imensurável e no Indiscernível. Maya é a própria Natureza - os mun­dos dos fenômenos, sempre em fluxo transicional, como antítese da Divina Imutabilidade. "No plano de Deus e em Sua diversão (lila), a única função de Satã ou maya é tentar desviar o homem do Espírito para a matéria, da Realidade para a irrealida­de. 'O diabo pecou desde o início. Para este fim, o Filho de Deus foi manifestado, para que pudesse des­truir as obras do diabo' (I João 3:8). Quer dizer, a manifestação da Consciência Crística no próprio ser do homem destrói, sem esforço, as ilusões, ou 'obras do diabo'. Maya é o véu de transitoriedade na Na­tureza, o incessante vir-a-ser da criação; o véu que ca­da homem deve levantar a fim de ver, detrás dele, o Criador - o sempre Imutável, a Realidade eterna.

"O homem é capaz de criar tanto matéria quanto consciência num ilusório mundo onírico. Portanto, não deveria ser difícil para ele compreender que o Espírito, utilizando o poder de maya, tenha criado para o homem um mundo onírico da 'vida', ou exis­tência consciente, que é, em essência, tão falso (porque efêmero, sempre em mutação) quanto as experiências do homem no estado de sono (...) O ho­mem, em seu aspecto mortal, sonha com dualidades e contrastes - vida e morte, saúde e doença, felici­dade e tristeza. Quando desperta, porém, na cons­ciência da alma, todas as dualidades desaparecem e ele conhece a si próprio como o Espírito Eterno e bem -aventurado."

• Meditação. Concentração em Deus. O termo é usado em sentido geral para designar a prática de qualquer téc­nica para interiorizar a atenção e focalizá-la em algum aspecto de Deus. Num sentido específico, a medita­ção refere-se ao resultado final da prática bem sucedi­da dessas técnicas: a experiência direta de Deus por meio da percepção intuitiva. É o sétimo passo (dhya­na) do caminho de oito passos da Ioga', descrito por Patânjali, alcançado somente depois de se atingir a concentração interior fixa, na qual o praticante está inteiramente livre de perturbação pelas impressões sensoriais provenientes do mundo externo. No estado mais profundo de meditação, tem-se a experiência do oitavo passo no caminho da Ioga': samadhi, comu­nhão, unidade com Deus.

• Mundo Astral. Por trás do mundo físico da matéria, existe um mundo astral sutil de luz e energia, e um mundo causal, ou ideacional, de pensamento. Todo ser, todo objeto, toda vibração no plano físico tem o seu correspondente astral, pois no universo astral (céu) está o "modelo" do universo material. Por oca­sião da morte, cada indivíduo, embora libertado de sua prisão física, conserva a vestimenta do corpo astral de luz (semelhante, na aparência, à forma ter­rena deixada para trás) e um corpo causal de pensa­mento. Ele ascende a uma das numerosas regiões vibratórias do mundo astral ("Na casa de meu Pai há muitas moradas." João 14:2) para continuar sua evo­lução espiritual com a liberdade maior desse reino sutil. Ele permanece ali por um tempo carmica­mente pré-determinado, até o renascimento físico.

• Olho espiritual. O olho único da intuição e da percep­ção onipresente, no Centro Crístico (Kutastha) (Ajna chakra) entre as sobrancelhas; a porta de aces­so aos estados supremos da consciência divina. Je­sus se referiu à luz divina que se percebe através do olho espiritual quando disse: "Se teu olho for único, todo o teu corpo será luz (...) Presta atenção, por­tanto, para que a luz que há em ti não seja trevas." (Lucas 11:34-35.)

• Om (Aum). A raiz ou som primordial que, em sânscri­to, simboliza o aspecto de Deus que cria e mantém todas as coisas; vibração cósmica. O Om dos Vedas tornou-se a palavra sagrada Hum dos tibetanos, o Amin dos muçulmanos e o Amém dos egípcios, gre­gos, romanos, judeus e cristãos. As grandes religiões do mundo declaram que todas as coisas criadas tive­ram origem na energia vibratória cósmica de Om ou Amém, o Verbo ou Espírito Santo. "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... Todas as coisas foram feitas por Ele (o Verbo ou Om) e, sem ele, nada do que foi feito se fez." (João 1:1,3.) Amen, em hebraico, significa certo, fiel. "Estas coi­sas diz o Amen, a testemunha fiel e verdadeira, o começo da criação de Deus." (Apocalipse 3:14.) Exa­tamente como um som é produzido pela vibração de um motor em funcionamento, assim o Som onipre­sente de Om testemunha fielmente o funcionamen­to do "Motor Cósmico", que sustenta toda a vida e todas as partículas da criação por meio da energia vibratória. Nas Lições da Self-Realization Fellow­ship', Paramahansa Yogananda ensina técnicas de meditação cuja prática produz a experiência direta de Deus como Om', ou, o Espírito Santo. Essa bem-aventurada comunhão com o invisível Poder divino ("O Consolador, que é o Espírito Santo" - João, 14:26) é a verdadeira base científica da oração.

• Paramahansa. Um título espiritual que designa aquele que atingiu o estado mais elevado da comunhão inin­terrupta com Deus. Só um verdadeiro guru está auto­rizado a conferi-lo a um discípulo qualificado. Swami Sri Yukteswar. Concedeu-o ao seu amado discípulo Yogananda, em 1935. Paramahansa significa literal­mente "cisne supremo". Nas escrituras hindus, o hansa, ou cisne, simboliza o discemimento espiritual.

• Prana. Energia vital ou força vital. Energia inteligente, mais sutil que a atômica. Princípio vital do mundo fí­sico e substância básica do mundo astral. . No mundo físico há duas espécies de prana: (1) a energia vibra­tória cósmica onipresente no universo, que estrutura e mantém todas as coisas; (2) o prana ou energia es­pecífica que permeia e sustenta cada corpo humano.

• Reencarnação. Doutrina de que os seres humanos, com­pelidos pela lei da evolução, encarnam repetida­mente para viverem vidas progressivamente supe­riores - retardadas pelas ações erradas e pelos dese­jos, e adiantadas pelas práticas espirituais - até atin­girem a Auto-realização e a união com Deus. Tendo, assim, transcendido as limitações e as imperfeições da consciência imortal, a alma fica libertada para sempre da reencarnação compulsória. "Àquele que vencer, farei pilar no templo de meu Deus, e ele não mais sairá de lá". (Apocalipse 3:12.) O conceito de reencarnação não é exclusivo da filo­sofia oriental, mas foi tido como verdade fundamen­tal da vida por numerosas civilizações antigas. A igre­ja cristã primitiva aceitava o princípio da reencarna­ção que foi exposto pelos gnósticos e por numerosos Padres da Igreja, inclusive Clemente de Alexandria, Orígenes e São Jerônimo. Foi só no Segundo Concílio de Constantinopla, em 553 A.D., que essa doutrina foi retirada oficialmente dos ensinamentos da igreja. Hoje em dia, numerosos pensadores ocidentais estão começando a adotar a idéia da lei do carma. e da reencarnação, vendo nela uma grande e tranquiliza­dora explicação das aparentes injustiças da vida.

• Samadhi. Êxtase espiritual; experiência superconscien­te; em última análise, união com Deus como supre­ma Realidade imanente em tudo.

• Self. Com letra maiúscula, designa o "atman" ou alma, a essência divina do homem, diferente do self comum que constitui a personalidade humana, ou ego. O Self é o Espírito individualizado, cuja nature­za essencial é eterna, sempre consciente, sempre nova alegria. O Self, ou alma, é a fonte interna do amor, sabedoria, paz, coragem, compaixão e de todos os outros atributos divinos no homem.

• Self-Realization. Ver Auto-realização

• Self-Realization Fellowship. Sociedade fundada por Paramahansa Yogananda nos Estados Unidos da América em 1920 (e como Yogoda Satsanga Society na Índia em 1917) para a divulgação, em âmbito mundial, dos princípios espirituais e das técnicas de meditação de Kriya Yoga. Paramahansa Yogananda expli­cou que o nome Self-Realization Fellowship signifi­ca "associação com Deus por meio da Auto-realiza­ção, e amizade com todas as almas que buscam a verdade".

• Sri Yukteswar, Swami (1855-1936). Um mestre crístico da Índia moderna, guru. de Paramahansa Yogananda e autor do livro The Holly Science [A Ciência Sagrada) , um tratado sobre a unidade subjacente às escrituras hindus e cristãs. A vida de Sri Yukteswar foi narrada por Paramahansa Yogananda em seu livro Autobiografia de um Jogue.

• Superconsciência. Consciência da alma: pura, intuitiva, onividente, sempre-bem-aventurada. Às vezes usada genericamente para designar os diversos estados de comunhão com Deus, experimentados na meditação, mas, especificamente, o estado inicial quando se transcende a consciência do ego e se percebe o seu “ Si Mesmo” (Self) como alma, feitaà imagem de Deus. Seguem-se depois dos estados de realização: Consciência  Crística e Consciência Cósmica. 

 

 

 

 


 
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